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06 December 2015 @ 02:34 pm
[TRANSLATION- PT] 洗脳 Brainwashing by ToshI (XJAPAN)  
Hi, people!
Long time no see, right? *sorrrrrrrrrrrry*
So this year I couldn't get Arashi's concert tickets, nor Kanjani's ._. Well...
But now I'm listening to XJAPAN (blame my boyfriend) and really get to like them XD
Btw, tomorrow I'm going to their concert (O(~~
So I bought this book, sennou, written by the vocalist ToshI and translated to portuguese XD
It's only the prologue, and it's in portuguese XD
But if people ask me to translate to english, I can think about it :P
See yaaaa

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PRÓLOGO

Dias joviais

“Play ball! ” (n/t: termo usado no baseball ao começar uma partida)
A voz elevada de meu pai ecoava no terreno aberto ao lado de casa.
“Aqui vai, papai~”
Eu gritava com força, girava os braços grandiosamente e lançava a bola com toda minha força.
“O lançador arremessou a primeira bola! ”
“Strike! ” (n/t: termo usado no baseball quando o arremesso não é considerado adequado)
Eu gostava muito o jeito que sua voz ecoava.
Então, quando este momento divertido acabava, eu subia na carona da bicicleta de meu pai e ele me levava até o jardim de infância.
Meu pai falava: “Bom, partindo~! ”
E eu gritava: “Avançando~! ”
Uma pequena mão agarrava com forças aquelas costas grandes.
Uma sensação refrescante com o vento soprando.
Aproximadamente 20 minutos até o jardim de infância, mas acima de tudo um momento importante junto a meu “papai”.

10 de novembro de 1965, eu nasci como o filho caçula de 3 irmãos, na cidade de Tateyama, prefeitura de Chiba.

Quando eu estava na terceira série do ensino fundamental 1, meu pai teve que se mudar repentinamente para a cidade de Chiba, por conta de seu trabalho, e ele partiu sozinho.
Eu, querendo me encontrar com ele, mesmo sendo criança, ia sozinho até a estação de Tateyama, subia no trem e fazia uma viagem de duas horas e meia, uma vez a cada dois meses, para o lugar de meu pai.
Ia de ônibus até a estação de Tateyama e dizia firmemente para o funcionário que vendia os tickets: “Um ticket de criança até a estação de Hon-Chiba. ”
E o funcionário me informava, “O trem que para em todas as estações, sentido Chiba, parte da plataforma 3. ”
Eu agarrava o ticket firmemente para não perde-lo e corria escadas acima.
“Trin~”, o sino parava de tocar, o que significava que já já o trem partia.
Quando o trem começava a andar, eu ficava ansioso e olhava através da janela, uma paisagem do mar.
Descia na estação de Hon-Chiba e andava apressadamente por 20 minutos, até o Tribunal da cidade onde meu pai morava, Chiba.
“Toshi-kun, você veio. Hoje à noite vamos comer um hambúrguer? ”
“Eba~”
Comemos num restaurante ocidental que acabara de abrir. Nessa ocasião, junto ao hambúrguer, em cima da grelha quentinha, havia algumas cenouras que odeio.
“Toshi-kun, você até está comendo direito as cenouras~”
“Sim!”
Numa época em que comer fora era algo especial, poder comer junto com meu pai em um restaurante ocidental chique, foi o melhor momento.

Depois, quando eu entrei no ensino médio, meu pai se mudou novamente para Tateyama. Ele fazia as refeições para mim, todos os dias.
Por isso, mesmo quando eu realmente queria que ele me comprasse algo, eu não abria a boca.
E então, comecei um bico como entregador de jornal.
Tateyama é uma cidade litorânea, então é relativamente quente o ano todo. Porém, quando comecei o bico, em meados do outono, as manhãs eram bem frias.
Cinco horas da manhã, pulava da cama, escovava os dentes apressadamente, lavava o rosto e colocava a roupa por cima do pijama mesmo.
As pessoas da cidade acordavam bem cedo, então havia até uns velhinhos que me esperavam na porta da frente, para lhes entregar o jornal.
“Bom dia! Jornal!”
“Sim, obrigado, bom trabalho”
Quando terminava de distribuir, minhas luvas de trabalho estavam pretas.
“Cheguei~”
“Olá~ Lave logo suas mãos~”
Desde criança, a bronca de meu pai era esse “Lave as mãos~”.
Na mesa, um refogado de carne de porco com gengibre, e uma sopa de miso bem quente. E o arroz que acabou de ser cozido. Um a cada dois dias era esse o menu. Mesmo assim, era muito bom.
Meu pai ficava comigo até eu terminar de comer e, então, subia em sua bicicleta e ia até seu trabalho, no Tribunal.
“Então, vou indo~”
“Si~m”
Era uma conversa simples, mas eu ficava muito feliz.
Era o segundo dia de meu bico como entregador de jornal, quando encontrei um templo no meio do caminho. E pedalei em sua direção.
Quando parei de pedalar, corri apressadamente os 10 degraus.
Ainda um pouco escuro, juntei minhas duas mãos naquele silencioso local.
(Que meu pai esteja sempre saudável...)
Então, até eu desistir do bico como entregador de jornais, durante quase um ano, isso se tornou minha rotina.

Manhã de 17 de maio de 1990, meu pai não conseguiu se levantar da cama, e foi levado ao hospital às pressas.
Estava em completo repouso e sem conseguir falar. O resultado dos exames, AVC.
Infelizmente, metade de seu corpo estava paralisado e ele perdeu a habilidade de falar.
Era como se ele voltasse a ser criança, espressando seus sentimentos infantilmente, e quando algo feliz acontecia, ele ficava em prantos.
Depois de ser levado ao hospital, às vezes eu voltava para minha cidade natal e, só de olhar para minha cara, meu pai chorava.
Quando eu entregava alguns presentes do exterior ou daqui, ele também chorava. Vendo meu pai nessa situação, e não sendo capaz de fazer nada, me deixava irritado.
Meu pai gostava de música, e sua voz era como de um profissional. Sua especialidade era “Nagazaki no kane” e “Shangai gaeri no rire”. Eu me lembrava dos dias em que me emocionava ao escutar sua voz gentil e suave.
No entanto, diante de meus olhos estava meu pai incapaz de falar. Não conseguia falar palavras, muito menos cantar.
Um dia, fiz ele segurar um microfone com sua mão direita, que estava debilitada, e pedi para que ele cantasse: “Pense como se fosse uma reabilitação, por favor, cante”.
Meu pai riu e balançou negativamente a cabeça, mas eu persisti: “Então cante “Sake to namida to otoko to onna”.”
Esta é uma música que ele sempre cantava também.
Meu pai, que mal conseguia grunhir, se esforçava para cantar, aos prantos. Fiquei sem palavras.
A partir da segunda parte da música, cantei junto com ele.
Foi o último dueto com meu pai.
Acima de qualquer música, é esta voz de meu pai que ecoa em meu coração.
E a música que mais quero escutar, mas que não sou capaz de ouvi-la novamente, é a voz de meu pai.
Se eu precisasse de um professor de canto, acho que ele seria meu pai.

19 de março de 2003, meu pai faleceu.
Eu fiquei sabendo disso só depois de um longo período.


Eu não percebi isso, como se eu fosse um traidor.
Por vários anos, enganei pessoas. Em certo ponto, é algo mais cruel do que “matar pessoas”.
Controlando o coração delas, repetindo isso várias vezes, a chamada “lavagem cerebral”.

12 anos de lavagem cerebral. Irei escrever sobre toda a verdade disso.
ToshI
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